Pura futilidade
Vivendo à beira-mar
Correndo pra lá e pra cá
Era tudo o que eu queria
Não era preciso muito
Pra me contentar
Eu era tão feliz
Ninguém pode imaginar
Ali encontrei meu abrigo
Meu pedacinho de chão e de mar
Tinha comida, tinha onde dormir
Era tudo simples, tranquilo de ser
Não tinha nada a temer
Era tudo gente boa
E eu sentia prazer
Até que um dia eles apareceram
E eu confundi as feições
Tinham cara de bonzinhos
Mas eram vulcões
Se aproximaram com fúria incessante
Sem alma, sem compaixão
Me espancaram tanto
Que sucumbiu meu coração
Pura futilidade
Ceifando a vida em vão
Um sonho interrompido
No silêncio do chão
Conceiçãosantos
Enviado por Conceiçãosantos em 02/02/2026